Review: Chasing Rainbows – Linda Oaks

Oi, gente! No finalzinho de julho, recebi da autora Linda Oaks seu novo livro, Chasing Rainbows (Perseguindo Arco-íris), em troca de uma resenha sincera. Obrigada de novo, Linda! O momento chegou, então vamos lá! 😀

Direto do meu Instagram! :)
Direto do meu Instagram! 🙂

A história de Chasing Rainbows gira em torno de Addie Hayes, uma garota de 17 anos que perdeu a irmã mais velha, Natalie, em um acidente de carro há três anos. Addie está relativamente estável no início do livro, mas ainda sofre muito com a depressão mesmo depois de muito tratamento e carrega um segredo que nem seus terapeutas sabiam: ela se corta.

A história efetivamente começa quando voltam as aulas do colegial de Addie e dois alunos novos ameaçam a pouca paz de espírito dela: Chase e Chance Logan, gêmeos idênticos que abalam suas estruturas, cada um à sua maneira. Ambos começam uma competição doentia pela atenção de Addie, fazendo-a duvidar de tudo o que acontece consigo enquanto está na companhia deles e descer ainda mais fundo em sua depressão. Addie não quer isso para sua vida, mas também não consegue negar nenhum dos dois. Chance era o príncipe bad boy e Chase era o carente por atenção que pisa nas pessoas, nenhum pronto para o segredo que Addie ainda esconde.

Após uma noite em que passou na casa Addie, Chance simplesmente para de falar com ela sem mais nem menos – veja bem, eles nem transaram. Isso foi a gota d’água para Addie, que estava cansada de não ter terreno afetivo firme para se apoiar, nem com Chance e nem com seus pais, que se fecharam no próprio luto por Natalie e esqueceram a filha que ainda estava viva.

Quando tudo parecia acabado na vida de Addie, ela conhece um rapaz chamado Jake, colega de quarto do namorado de sua melhor amiga, Kara. A conexão entre os dois é instantânea, mas será que Addie terá coragem de esquecer Chance e seguir em frente?

Ufa, história explosiva! Agora vamos para minha parte favorita: a análise! Só lembrando que essas foram as minhas impressões e opinião durante a leitura, ok? 🙂

Eu gostei muito do livro, bem mais do que eu esperava. Me identifiquei com a Addie num nível absurdo, como nunca tinha me identificado antes com uma personagem. O livro é narrado em primeira pessoa, então tinham muitas frases dela que eu mesma já disse, que eu já pensei. Esse livro chegou muito perto de casa, de um jeito que me fez perder a compostura lendo – eu chorei, ri, gritei, falei sozinha com o livro. Coisas que eu geralmente não faço. Eu rio muito, reflito muito, mas não sou extrema, sabe? E, dessa vez, eu fui. O título pode parecer meio abstrato, mas, no último capítulo e nesse post da autora (link em inglês), nós entendemos por que esse título e já adianto que a Linda tem toda razão. Ter um vício é perseguir um arco-íris, um momento único e fugaz, que some diante dos seus olhos, mas você quer sentir de novo.

Em questão de narrativa, o livro é bom. Como comentei, a narradora é a própria Addie, então é possível mergulhar na história e nas emoções dela mais fácil, dá pra entender por que ela comete esses erros, a frustração dela por não ter o controle das próprias emoções. É claro que a narração em primeira pessoa tem esse problema de deixar pontas soltas sem querer e vou falar mais disso na parte de enredo, mas não foi nada grave ou que me fizesse tirar estrelas do livro. A Addie é aquele tipo de pessoa que você vai amar e querer matar ao mesmo tempo, haha!

Falando em Addie, vamos aos personagens. Meus preferidos são o Brandon, o amigo mais forte e leal que a Addie poderia pedir; o Jake, mas não vou falar nada sobre ele, pois qualquer coisa já é spoiler, haha! Só digo que ele é tipo aquela respirada aliviada que a gente dá quando sai de um lugar escuro e fechado, sabe? Um alívio para a mente, haha! E a própria Addie, pasmem, haha! Já a Kara, a melhor amiga, eu achei muito forçada. Não consigo imaginar ela como uma pessoa real, sabe? Ela é uma boa personagem, mas muito pouco verossímil, uma pena. Assim como o Devon, o namorado dela e colega do Jake. Sério, esses dois juntos dava vontade de querer morrer, haha! Os gêmeos, eu comecei gostando, depois odiei, aí voltei a gostar e agora odeio de vez, haha! Eu tenho uma queda por homens maus, mas tem certas barreiras que não se deve cruzar e eles cruzaram demais.

Isso nos leva ao enredo. Foi bem construído e fluído; a transição de cenas é bem suave e você não cansa de ficar imerso na história, mesmo com a força do tema do livro ou mesmo com os problemas mil da Addie, que parece que só se fode o tempo todo. De uma maneira geral, ele foi bem redondo e com poucas pontas soltas, mas as que existem, me incomodam. Por exemplo, não se sabe o que foi feito dos gêmeos, nem como funciona o relacionamento de Brandon e Cal, nem por que Miley decidiu do dia para a noite ser “legal” com a Addie. Oaks vai nos apresentando várias pequenas histórias ao longo do caminho de Addie, mas elas são fugazes como os arco-íris que Addie busca; apenas vislumbres da realidade do livro. Mas não tem jeito, isso é vida de livro narrado em primeira pessoa, pois ninguém sabe tudo sobre tudo o que acontece ao seu redor, haha! E essa foi minha maior decepção, não conhecer tão bem os personagens coadjuvantes.

Por sinal, já comentei em uma resenha que tenho vários problemas com personagens-narradores, mas os últimos livros que li nesse esquema estão me fazendo morder a língua, haha!

Na parte descritiva, a Addie é muito observadora. Ela sempre repara no que as pessoas estão vestindo, no que está diferente, na linguagem corporal, e isso é muito bom. Nem sempre ela tem poder de reação, mas ela sempre sabe bem o que está se passando ali, em questão de sentimento. As sensações dela também são um ponto forte, dá pra quase sentir o que ela diz, haha!

Uma coisa que eu gostei muito mesmo no livro foi como ele terminou. Calma, não vou contar nada, haha! Mas, geralmente, a gente acaba um livro e fica aquela coisa de “ai meu deus, eu preciso de outro, me dá a sequência, autor, faça uma sequência agora!”. Não senti isso com Chasing Rainwbows. Claro que eu leria com todo o prazer, caso haja uma sequência, mas senti que a história se completou ali, que foi o fim de um ciclo.

Veja bem, batalhas como a da Addie terminam no dia em que você morre. As sombras sempre vão estar ali, esperando o momento mais fraco para agir. A diferença é se você tem a coragem para lutar contra esse sentimento e continuar vivendo. A morte é um caminho fácil e confortável, previsível e até mesmo controlável, mas a vida não. E eu sei que a Addie vai continuar lutando porque ela finalmente entendeu que o passado já não pode mais machucá-la, que ela está no controle da própria vida e que tem força interior para continuar vivendo. Essa força é que é a liberdade.

É isso, gente! Obrigada por terem lido, me desculpem se eu fui um pouco passional, mas tem livros que não dá pra colocar embaixo do microscópio sem dar um abraço depois, haha!

Se quiserem ter uma ideia das parcerias que andamos fechando, é só dar uma olhadinha na lista do meu blog em inglês aqui. Os títulos são todos em inglês, mas as resenhas são/serão bilíngues, haha!

Annelise

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